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Seguir Jesus à luz da fé

Imagem retirada de http://arquidioceserp.org.br/noticias?id=10385

A cada ano, quando chega o mês de agosto, a Igreja no Brasil convida-nos a que estreitemos nossas orações ao Deus da vida, suplicando-Lhe em favor das vocações, uma vez que todos nós, pela graça do Batismo e pela unção crismal, somos chamados a ouvir a voz do Senhor, que nos convida a configurar nossa vida à Dele. Assim averba o Vaticano II: “todos na Igreja, quer pertençam a hierarquia, quer sejam dirigidos por ela, são chamados à santidade segundo a palavra do Apóstolo: ‘Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação’ (1Ts 4,3)” (LG, 40).

Da mesma forma que os ventos sopram fortes em agosto, é preciso que saibamos ouvir a voz do nosso Deus que ecoa por meio da sua Igreja, chamando-nos a assumir com intensidade, a missão que Deus prepara e confia a cada um de nós. Lembra-nos o papa Francisco: “Importante é que cada fiel entenda seu caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal, e não se esgote procurando imitar algo que não foi pensado para ele” (GE, 11).

Para ajudar-nos em nossas reflexões e orações, a Pastoral Vocacional Nacional, em comunhão e parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), propõe-nos uma temática vocacional capaz de auxiliar nossas reflexões e inspirar a resposta que Deus espera, de nós, ao convite que nos propõe. Para 2018, em consonância com proposta do Ano Nacional do Laicato, a Igreja nos dá por tema: “Seguir Jesus à luz da fé”, fundamentando-o na voz do Apóstolo Paulo, quando escreve a Timóteo e atesta: “Eu sei em quem acreditei” (2Tm 2,12).

De fato, em nossa jornada cristã, só se faz possível seguir verdadeiramente Jesus, quando respondemos a Ele pelo dom precioso da fé, acreditando piamente em suas mãos providentes a nos guiar e ouvindo atentamente sua voz a nos instruir. Paulo, o Apóstolo das nações, sentindo que estava próxima a sua morte, assegura ao amigo Timóteo um testamento denso e verdadeiro de confiança total ao Senhor, tanto que, ainda que tivesse de passar pelo fio da espada, nada haveria de temer, pois sentia ter cumprido radicalmente a vontade do Divino Mestre em sua história.

Padre Elias Aparecido da Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional, destaca que “o objetivo principal é  animar  e  reanimar as comunidades, paróquias e dioceses que rezem pelas vocações de forma especial incentivando  as  orações e promovendo as vocações em cada realidade e da sua maneira”, por isso a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil sugere que, a cada Domingo do mês de agosto, ao nos encontrarmos como família de Deus para celebrar o Mistério Pascal de Cristo, meditemos  sobre  uma  das vocações específicas. Sendo assim:

- No primeiro, rezemos pelas vocações aos ministérios ordenados (Bispos, Padres e Diáconos);

- No segundo, rezemos pela vocação à vida matrimonial uma vez que celebramos a Semana da Família;

- No terceiro, rezemos pelas vocações à vida consagrada (Religiosos e Religiosas que doam sua vida unicamente a Cristo e à Igreja);

- No quarto, remos pela vocação de todos os leigos e leigas;

O mais importante, porém, é que a cada encontro paroquial, em nossos grupos, pastorais, movimentos e serviços, no mês de agosto, lembremo-nos de oferecer a Deus uma súplica em favor das vocações.

Na  certeza de que o Senhor, confiando em nós, chama-nos ao serviço do seu Reino, respondamos a Ele com confiança e fé, acreditando que Nele e só Nele, teremos sempre vida e Vida em Plenitude.

fonte: Arquidiocese de Ribeirão Preto, escrita pelo padre Alexandre Canella Sanches