Sacramento da Eucaristia - 5ª Parte

Imagem: icarjcriadolerj.blogspot.com

Intercomunicação solidária ou Mistério vivido:

Atualização para nós do sacrifício da cruz; comunhão sacramental de vida, e de amor com Deus, com o próximo e toda a criação, por Cristo, com Cristo, e em Cristo. É importante então que verifiquemos a Celebração Eucaristica como tal;

1º Ritos iniciais; Sua finalidade é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembléia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia, pois, convocação é o nome da Igreja, que, em sua raiz grega, significa " convocada pelo chamamento de Deus".

a)  canto de abertura:com este canto se da abertura à celebração conduzindo os fiéis ao estado de espírito orante e ao tema celebrado, é chamado também como canto introdutório, pois, introduz a assembléia litúrgica na celebração como tal. Este canto não existe para receber o presidente da celebração, como muisto pensam, mas tem função litúrgica própria e importante de convocar e reunir a assembléia orante, cumpre antes de trudo, o papel de criar comunhão. Saudação ao altar: Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar comuma inclinação. Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar; e o sacerdote, se oportuno, incensa a cruz e o altar.

b) Sinal da cruz: marca visível e externa do cristão. É um momento que marca o conjunto de gestos que dão início à celebração ( não se dá inicio aqui, pois, já foi feito com o canto de abertura) .

c) Acolhida do presidente: um gesto envolvente que coloca todos dentro do amor de DEUS. Esta saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida.

d) Recordação da vida: neste instante se faz a recordação do tempo litúrgico ou a festa que se celebra,marcada coma força que trouxe cada membro da Igreja para a Eucaristia.

e) Ato penitencial:  momento de humildade em que se pede perdão ao Senhor ( o Cristo) das faltas cometidas e se reconhece como pecador. Em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial, que após breve pausa de silêncio é realizado por toda a assenbléia através de uma fórmula de uma confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, póssui a eficácia do sacramento da penitência. Aos domingos, particularmente, no tempo pascal, em lugar do ato penitencial de costume, pode-se fazer, por vezes, a benção e a aspersão da água em recordação do batismo. Senhor tende piedade: Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial. Tratando-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia, é executado normalmemte por todos, tomando parte nele o povo e o grupo de canto ou o cantor Via de regra, cada aclamação é repetida duas vezes, não se excluindo, porém, um numero maior de repetições por causa da índole das diversas linguas, da música ou das circunstância. Quando o Senhor é cantado como parte do ato penitencial,antepõe-se a cada aclamação uma invocação

f) Hino de louvor: um louvor ao Cristo que nos leva ao Pai pelo Espírito.Só é cantado ou rezado nos dias de festa, como: Domingos, festas, comemoração de santos ( principalmente padroeiro(a). Quando cantado, é um hino que louva o Cristo ( portanto, cristológico) mencionando o Pai e o Espírito Santo. Erroniamente se diz glória, mas este termo é somente a forma de louvor usado na composição do hino e não o nome do ato litúrgico, este nome funciona mais como um apelido do rito. É um hino antiquíssimo, iniciando-se com o louvor dos anjos na noite de Natal do Senhor, desenvolveu-se antigamente, no Oriente, como homenagem a Jesus Cristo.

g) Oração do dia:momento em que o presidente da celebração acolhe as intenções de todos e as apresenta ao Pai, também está associada ao tema celebrado. No final dessa oração presidencial todos a confirmam com o " Amém".

Liturgia Eucarística: esta compõe a terceira parte do Celebração Eucarística. É o momento do sacrifício incruento ( pois, o da cruz foi cruento, isto é, com crueldade e dor) oferecido ao Pai, pelo Filho, no Espírito. O Homem oferece-se também a Deus. Oferece tudo o que tem ( dom de Deus), tudo o que é e que será, para ser recebido e transformado por Deus em algo Divinizado. É o momento da grande refeição dos cristãos, onde comerão do alimento de vida Eterna. É memória da ultima ceia, a ceia da páscoa de Jesus, o Cristo ressuscitado, que se nos apresenta como alimento vivo e de vida Eterna.

Apresentação das oferendas: é um momento em que unimos nossas forças e oferecemos ao Pai uma parte do que temos e tudo que somos. Nessa união de vida vamos auxiliar e socorrer os mais necessitados, portanto o que oferecemos ao Pai pela Igreja é para que, como Igreja, possamos viver o Evangelho. Por isso que só podemos oferecer aquilo que ficará para a Igreja (instituição) e esta distribuir entre os mais necessitados e também sanar suas necessidades própria. É este o sentido litúrgico deste gesto e assim sendo não é momento de apresentação de símbolos ou alegorias, é um momento sério e de grande valor vital para a Igreja. É concluído com  o convite:  “Orai irmãos...” . A assembléia responde, confiando às mãos do que preside o seu sacrifício e com a oração presidencial o presidente eleva as oferendas A Deus em nome de todos, que o aceitaram como representante, respondendo: Amém. Com relação ao canto de Apresentação das Oferendas, expressa a comunhão da Igreja em torno do Altar para ofertar sua vida, sentimentos, orações, doações e não somente o vinho e o pão. Ele deve conduzir a assembléia litúrgica ao gesta sincero e concreto de partilha de vida enquanto comunidade unida no Cristo. Devemos ter cuidado com este conto, não é somente o fato de conter o termo “ofertar” que serve para este momento litúrgico, aliás, às vezes nem o Taz. Também poderá ser cantada a oração que geralmente se faz em silêncio, ou enquanto se prepara as ofertas canta um canto próprio e na sequência se canta a apresentação  litúrgica (texto de apresentação).

Oração Eucarística: é um grande bloco de oração que não pode ser interrompido por causa de sua suscetibilidade, vejamos:

Prefácio:é uma oração que precede uma oração de benção sobre os dons que reflete sobre no tema vivido dentro do Mistério Pascal de Cristo, é um louvor que introduzo maior de todos os louvores ( a narrativa da ceia). Aqui se expressa a alegria de ser humano em contar com a força Divina do Cristo que vem.

Santo:é um louvor aclamativo e o canto mais importante da missa. Pois, junto com a Igreja celeste proclamamos: justo e santo aquele que vem ( o Cristo). Este nunca é omitido, porém pode ser cantado ou rezado, conforme a solenidade. Se cantado se expressa como um hino de louvor cujo o termo usado é o “hosana” ( bendito é Deus). É um momento litúrgico que une a Igreja terrestre e celeste numa plena comunhão de vida, para aclamar o Senhor ( o Cristo) que é Santo ( justo e justificador) e Bendito ( fonte de benção, ungido, Deus) e que vem para a nossa redenção. Para concluir o Prefácio da Oração Eucarística ou então para cantar o louvor de Deus na Celebração de Palavra, o povo aclama o Senhor comas palavras que Isaías ouviu os Serafins cantarem no Templo, na sua visão ( Is 6,3 e Mt 21,9).

Núcleo da Oração Eucarística: aqui se encontra o miolo ( ponto alto) de toda celebração Eucarística. Temos a narrativa da Ceia, onde Cristo se faz realmente presente, através da epiclese ( invocação nobre) da força do Espírito Santo sobre os dons ( pão e vinho); em seguida acontece o verdadeiro ofertório onde o Cristo é oferecido ao Pai como vítima perfeita; uma segunda epiclese do Espírito acontece sobre a comunidade ( igreja particular) orante e reunida; ora-se pela Igreja universal que vive em comunhão plena; pelos mortos; e pela comunhão dos Santos ( da terra e do Céu). A Oração Eucarística termina com a doxologia que é um Louvor ao Pai, por Cristo, com Cristo e em Cristo, no Espírito. É feita somente pelo presidente da celebração, confirmada com o “Amém” da assembléia.

Rito da comunhão: é o conjunto de acontecimentos que marcam a comunhão da celebração. Tudo aqui se volta à conclusão do que foi celebrado até agora:

a)Convite ao “Pai Nosso”:é sempre feito pelo presidente da celebração e nunca por outros, que motiva e convoca a assembléia à oração. Aqui pode se fazer uma motivação extra por outra pessoa, porém o convite ( convocação, chamado) é sempre do presidente da celebração. Dentro da celebração Eucarística não se conclui essa oração com o amém.

b)Embolismo:continuação da oração do Pai Nosso feita somente pelo presidente da celebração e concluída pela assembléia, com o “Vosso é o Reino”.

c)Oração da paz ou pela paz:é feita somente pelo presidente da celebração ( a não ser que sete convite a assembléia para rezar junto). Aqui conclui o Amém. Se a assembléia rezar junto não há necessidade do Amém no final.

d)Saudação da paz:é feita pelo presidente da celebração, continuando a Oração da Paz anterior.

e)Abraço da Paz:onde todos se desejam mutuamente a paz. Este é o momento mais ade quando para este gesto litúrgico, porém não é o único, pois, pode ser feito em muitos outros lugares dentro da celebração. Este gesto é importante para toda a liturgia, mas pode ser omitido, porem se não o for, que não seja interrompido pelo cordeiro de Deus, principalmente por alguém gritando ou cantando bem alto para que todos parem com o gesto litúrgico. Além de bloquear o gesto, deixa a entender que cumprimos simplesmente um rito e isso não vale a pena. Quando cantado sempre evoca o tema da paz com e entre irmãos, pode também convidar os irmãos a um gesto de reconciliação concreta (na letra do canto e nunca falado antes do canto)

f)Fração do Pão:o presidente da celebração parte o Pão que será distribuído entre todos, deixando cair um pequeno pedaço de Pão no Vinho (gesto chamado comistão); como unido é nosso corpo e sangue é também unido o Corpo e Sangue do Cristo que se dá a nós.

g)Cordeiro de Deus:enquanto acontece a Fração do Pão a assembléia entoa o “Cordeiro de Deus” rezado ou cantado. Lembrando a passagem de João Batista quando chama Jesus de “Cordeiro de Deus”. É assim comparado porque a vítima perfeita oferecida ao Pai, como tinham que ser os cordeiros oferecidos em sacrifício no templo judaico. Pode ser repetido quantas vezes forem necessárias até terminar a Fração do Pão(que inclui a distribuição nas âmbulas).

h)Apresentação do Cordeiro:o presidente da motiva a assembléia à comunhão e apresenta o “Cordeiro imolado” a todos; a assembléia conclui o gesto com uma resposta bíblica: “Senhor eu não sou digno(a)...”.

i)Comunhão:todos comem do mesmo alimento. Em comunhão entre si cantam o mesmo canto, partilhando da mesma idéia nascida em Jesus Cristo e a Ele adere-se como Igreja. É o momento de suma importância e interiorização, por isso nada de grandes movimentos nessa hora. Sua função teológica é muito importante, pois, fomenta o sentido de unidade. Com relação ao canto de Comunhão é dito que expressa o gozo pela unidade do Corpo de Cristo e pela realização do Mistério que está sendo celebrado.

j)Canto de meditação:sempre suave e ajuda a interiorização dos fiéis. É erroneamente chamado “canto de ação de graças”. Se assim o for, como se deve chamar a Eucaristia que terminológicamente significa “Ação de Graças”?

l)Oração após a comunhão:com essa oração se conclui o rito da comunhão. Nela se agradece o alimento recebido e louva a Deus por isso. Geralmente se faz de pé com todas as orações presidenciais e conclusivas. Não se deve cantar ou dar comunicados ou coisas semelhantes antes de se concluir este rito com essa oração, senão tolhe o seu sentido verdadeiro.

Ritos finais:é a conclusão da celebração.

a)Momento informal: este é o momento em que se faz os comunicados da semana, as homenagens particulares, as apresentações teatrais, etc...

b)Benção final:o presidente da celebração invoca sobre a assembléia a Benção de Deus. Pode ser solene ou não, se for invoca-se a proteção de Deus por meio de orações próprias, que para cada oração a assembléia responde: “Amém”.

Fonte: Apostilas do curso de teologia para leigos da arquidioce de Ribeirão Preto.