Sacramento da Eucaristia: 4º parte

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Liturgia da Palavra:  esta compõe a segunda parte do conjunto da celebração, onde nos encontramos com a  Palavra de Deus que vem ao nosso encontro, é também um momento sacramental  como a Liturgia Eucarística. Esta é uma hora bastante propícia para a procissão com a Bíblia( se a ocasião permitir ou o exigir) e não outro, nunca. A não ser que o Evangeliário  já tenha entrado na procissão de entrada. Na celebração litúrgica não basta ler como se tratasse de um livro de história. É necessário proclamar a leitura como Palavra de Salvação; Palavra que proclama o Amor e a bondade de Deus; Palavra que dá vida e ressuscita; Palavra que denuncia, corrige e purifica; e Palavra que chama à mudança no estilo de vida e à comunhão com Deus e com os irmãos. A Palavra proclamada na leitura deve atingir o ouvinte e fazer brotar de seu coração a profissão de fé, a oração de ação de graças ou a súplica. E o compromisso de vida.

a)Primeira Leitura: é sempre tirada do Antigo Testamento ( exceto no Tempo Pascal e alguns dias feriais) e está ligada diretamente ao Evangelho.

b)Salmo de resposta:como o próprio nome já diz, é ato de resposta. Este é também Palavra de Deus e deve ser proclamado, aliás, deveriam ser sempre cantados por um salmista na Estante da Palavra, pois é Palavra de Deus, que a assembleia litúrgica usa para responder ao chamado de Deus pela Palavra e segundo a tradição eram hinos cantados pelo povo e pela Igreja, o livro dos salmos, é antes de tudo um livro profético, messiânico, imantado na direção de Cristo e que gravita em trono dele.

c)Segunda Leitura:  sempre tirada do Novo Testamento, geralmente das cartas de Paulo,ou de cartas pastorais. Normalmente traz um tema que é consequência das outras leituras e muito raramente ligadas a elas. Essa leitura é mais voltada à meditação teológica ou espiritual do tema em questão.

d)Aclamação ao Evangelho: canto aclamativo que prepara a assembleia para ouvir atentamente o Evangelho. Essa aclamação é já feita de pé como quem recebe com alegria uma pessoa querida em sua casa. É também um hino de louvor cujo termo mais usado é o “ Hallelu-jah”, com exceção do tempo da quaresma que é substituído por outra forma de louvor. Esta aclamação também conduz a assembleia ao tema celebrado; é ligado ao Evangelho do dia. Mais do que apenas ornamentar a procissão do Livro, sempre foi expressão do acolhimento solene de Cristo, que vem a nós por sua Palavra viva, sendo assim manifestação da fé nessa presença atuante do Senhor.

e) Proclamação do Evangelho: é sempre feito pelo diácono e na falta deste, pelo padre.  A assembleia fica em pé, como na aclamação, voltada para a Estante da Palavra de onde se proclama o Evangelho. Ficar de pé significa ter a posição do ressuscitado, vivo e forte.

f) Homilia: este termo significa  “ diálogo “. O termo  grego homilia reflete uma experiência humana de estar em companhia, de ajuntar-se a, de conversar, de ter e estar num relacionamento profundo, de frequentar as pessoas. Como nossas assembleias são muito grandes não é possível  estabelecer um diálogo entre o presidente e a  mesma, resumindo o sentido da homilia em reflexão sobre o tema da celebração e o momento vivido pela comunidade. É uma função presidencial. No entanto, pode ser feita pelo diácono, por delegação do que preside.

g) Profissão de fé: (ou Creio): é sempre recitado ou cantado aos domingos e dias de festa( como o Hino de Louvor), aqui a assembleia proclama e professa sua fé no Cristo Ressuscitado e na História da Salvação. O oficial é o Niceno- Constatinopolitano, porém, rezamos  normalmente o resumo costumeiro. Na profissão de fé existem três dimensões em graus ascendentes: 1º Cristológico, porque ressalta primeiro a fé no Cristo (messias) e sua epifania;  2º Eclesiológico, porque proclama em comunidade a fé no Cristo que a constitui; 3º Trinitário, porque menciona o Pai e o Espírito Santo, com igual adoração.

h) Oração da Assembleia : (preces ou Oração dos fieis): é o momento em que a assembleia eleva suas súplicas a Deus Pai. São litúrgicas quando não passam de seis números, mais que isso distrai a assembléia e prejudica o andamento da celebração. A ordem é começar das necessidades mais amplas para as mais particulares, como um funilamento de intenções. No seu núcleo deve conter três partes fundamentais: o Louvor a Deus; a Súplica; e a conclusão ( com a participação também da assembleia). Com essa oração, encerra-se a Celebração da  Palavra e começa a terceira parte da Missa, porém, não se comenta isso dentro da celebração, pois pode acabar dividindo erroneamente a celebração . Lembremos que nem todos pensam ou entendem o rito eucarístico como nós.

Fonte: Apostilas e livros utilizados no Curso de Teologia para leigos da Arquidiocese de Ribeirão Preto

Núcleo Central de Liturgia