Nossa História

Nossa História

50 anos Preparando os Caminhos do Senhor

 

Anunciar o Messias foi, desde o início, a principal missão de São João Batista. O santo, que, dentro da tradição da Igreja Católica, é um dos mais populares e conta com milhões de devotos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, é a voz que clama no deserto pregando a conversão dos povos à espera da chegada do filho de Deus.

João passou grande parte da sua vida nos desertos. Na humildade, alimentava-se de insetos e da carne de alguns animais. Para proteger-se do frio, cobria-se com uma pele de cordeiro. Nada disso importava. Era preciso fazer-se pequeno para que o Maior de todos fosse anunciado por ele.

João foi o último dos profetas, o precursor do Messias, o batista – que batizava o povo no Rio Jordão. Foi pelas mãos e intercessão dele que o Autor do Batismo foi batizado. Mesmo não querendo, João era grande.

Antes de tornar-se uma das principais paróquias de Sertãozinho, a São João Batista surgiu da humildade de um povo formado por colonos e operários que habitavam o bairro em meados dos anos 1930 e 1940, muito deles oriundos da Itália ou com descendência italiana.

A primeira capela foi bem onde, hoje, é a atual praça. O templo religioso dedicado a São João tinha uma área de 10 x 15 metros e recebia fieis para terços e pequenas procissões, sobretudo em tempos próximos à festa do padroeiro, em junho.

Ao menos cinco, dos 35 mi habitantes de Sertãozinho naquele momento, viviam no bairro e frequentava as atividades promovidas pela comunidade religiosa.

Era tudo tão lindo e próspero naquela região da cidade. As grandes empresas começavam a chegar e, com elas, o desenvolvimento do bairro. Porém, o pequeno espaço dedicado a São João e Batista fora esquecido pelos moradores.

Com o passar dos anos, toda estrutura ficou abalada e a saída não foi outra a não ser optar pela demolição do oratório em 1945, autorizada pelo então vigário de Sertãozinho Padre Mário da Cunha Sarmento.

 

A paróquia

Na época, só existia em Sertãozinho a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Mas como a demanda de fieis foi crescendo, sobretudo no bairro do São João, que estava se desenvolvendo, a Arquidiocese de Ribeirão Preto viu a necessidade da criação de mais uma paróquia na cidade.

E isso aconteceu em 2 de fevereiro de 1970, pelo gaúcho Frei Felício Cesar da Cunha Vasconcelos, arcebispo – o terceiro da história - de Ribeirão Preto na época.

O primeiro padre foi o Francisco Xavier Brugnara, que ficou até o ano de 1974. Depois, a paróquia ficou sob o comando do cônego Antônio de Oliveira, que na época era responsável pela Nossa Senhora Aparecida também.

Como ele se dividia em duas paróquias e como a messe para o reino do Senhor não era tão grande assim, foi necessária a ajuda de algumas religiosas para que a comunidade se mantivesse cada vez mais ativa. E foi o que aconteceu.

 

Um novo tempo

Com a chegada das Irmãs Canossianas em Sertãozinho, em 1974, as atividades da Paroquia São Joao Batista se intensificaram. Podemos dizer que elas deram o impulso necessário para sermos ativos como somos hoje.

Boa parte dos paroquianos atuais começou a ter amor pela Igreja, pelo bairro e pela comunidade com os ensinamentos das irmãs. Não é difícil encontrar na Paróquia algum ex-catequizando ou ex-crismando que passou pelas mãos de alguma das religiosas.

Foi com elas que nasceram dois pontos importantes de formação e encontros da Paróquia: o Centro de Catequese Dom Romeu Alberti e o Centro de Convivência Santa Madalena de Canossa.

Quase toda a vida ativa da Paróquia fora dos templos acontece nesses lugares, como encontros, reuniões, catequese de noivos e batismo, assembleias, quermesses, almoços e jantares, convivência esportiva, etc.

Com as irmãs, surgiram também vocações, sejam elas para o matrimônio ou para a vida consagrada. Cito aqui dois casos: irmã Manoela Pereira Nunes e Dom Ilson de Jesus Montanari.

A vocação dos dois surgiu por conta da vida ativa na comunidade, principalmente no grupo de jovens JUNAC, o primeiro da São João.

Foram nos encontros semanais que eles perceberam que Cristo os chamava para ir além, para avançar às águas mais profundas.

O contato com as irmãs fez a jovem Manoela ir discernindo a vocação, deixando tudo o que a prendia em Sertãozinho e ir para o convento.

O mesmo aconteceu com o jovem Ilson, que tinha sua rotina de vida com trabalho e estudos, revezando com a preparação para a catequese de crisma na paróquia. Ele deixou tudo e atendeu à voz do Pai.

Ordenado em agosto de 1989, na Igreja que foi o seio da vocação dele, padre Ilson começava a construir uma história no São João. Ele ficou na paróquia até 2002, dado lugar ao padre Pedro Luis Schiavinato.

Em 2005 assumiu o atual pároco Ivonei Adriani Burtia, que tem como vigário o padre Alexandre Canella Sanches.

 

 O jubileu

A celebração do Jubileu de 50 anos da Paróquia São João Batista começou ainda mesmo em 2019, quando, no dia 2 de fevereiro, foi lançado o ano jubilar.

De mês em mês, até fevereiro de 2020, todo dia 2, a paróquia se recordou de todas as pastorais e movimentos, dos padres, e também das paróquias (Nossa Senhora Aparecida, São Sebastião e quase paróquia São Francisco de Assis).

Um hino também foi composto pelo Padre José Eduardo, da Paróquia Bom Jesus da Lapa, em Sertãozinho.

No tão esperado 2 de fevereiro de 2020, um procissão saindo do Centro Administrativo José Aparecido Savegnago marcou o início da cele­bração religiosa. O arcebispo Dom Moacir Silva esteve presente, junto com outros padres de Sertãozinho e Cruz das Posses, além de autoridades civis e militares da cidade.

A Banda Marcial da Juventude foi tocando o hino dos 50 anos até a chegada na paróquia, onde uma missa foi celebrada.

Na missa de ação de graças ao aniversário da Paróquia, celebrou-se, também, a liturgia da Apresentação do Senhor no templo.

Centenas de fiéis acompanharam a celebração dentro da igreja e também por meio de um telão na praça Hélio Zanini.

Antes da missa, Dom Moacir abençoou a nova imagem de São João instalada na praça e enterrou uma cápsula do tempo.

No fim da missa, o arcebispo descerrou a placa do Jubileu de 50 anos da Paróquia São João Batista e, depois da bênção, os fiéis puderam ver fotos antigas disponibilizadas em diversos álbuns na praça.