Maria Santíssima Mãe de Deus e 52º Dia Mundial da Paz | Angelus

Maria Santíssima Mãe de Deus e 52º Dia Mundial da Paz | Angelus

Amados irmãos e irmãs, bom dia e bom ano a todos!

Hoje, oitavo dia depois do Natal, celebramos a Santa Mãe de Deus. Como os pastores de Belém, permaneçamos com o olhar fixo nela e no Menino que tem ao colo. E deste modo, mostrando-nos Jesus, o Salvador do mundo, ela, a mãe, abençoa-nos. Hoje Nossa Senhora abençoa-nos a todos, a todos. Abençoa o caminho de cada homem e mulher neste ano que começa, e que será bomprecisamente na medida em que cada um tiver acolhido a bondade de Deus que Jesus veio trazer ao mundo.

Com efeito, é a bênção de Deus que deve caracterizar todos os bons votos que são trocados nestes dias. E hoje a liturgia reconduz à antiquíssima bênção com a qual os sacerdotes israelitas abençoavam o povo. Ouçamos bem, recita assim: «O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te conceda a paz» (Nm 6, 24-26). Esta é uma bênção muito antiga.

Por três vezes o sacerdote repetia o nome de Deus, “Senhor”, estendendo as mãos em direção do povo reunido. Com efeito, na Bíblia o nome representa a própria realidade que é invocada, e assim, “dar o nome” do Senhor a uma pessoa, a uma família, a uma comunidade significa oferecer-lhe a força benéfica que brota d’Ele.

Nesta mesma fórmula, menciona-se duas vezes o “rosto”, o rosto do Senhor. O sacerdote reza para que Deus o “faça resplandecer” e o “dirija” para o seu povo, e assim lhe conceda a misericórdia e a paz.

Sabemos que segundo as Escrituras o rosto de Deus é inacessível ao homem: ninguém pode ver Deus e permanecer em vida. Isto expressa a transcendência de Deus, a grandeza infinita da sua glória. Mas a glória de Deus é totalmente Amor, e por conseguinte, mesmo permanecendo inacessível, como um Sol para o qual não se pode olhar, irradia a sua graça sobre cada criatura e, de modo especial, sobre os homens e mulheres, nos quais mais se reflete.

«Quando chegou a plenitude do tempo» (Gl 4, 4), Deus revelou-se no rosto de um homem, Jesus, «nascido de mulher». E aqui voltamos ao ícone da festa de hoje, do qual partimos: o ícone da Santa Mãe de Deus, que nos mostra o Filho, Jesus Cristo, Salvador do mundo. Ele é a Bênção para cada pessoa e para toda a família humana. Ele, Jesus, é fonte de graça, de misericórdia e de paz.

Por isso o Santo Papa Paulo VI quis que 1 de janeiro fosse o Dia Mundial da Paz; e hoje nós celebramos o quinquagésimo segundo, que tem como tema: A boa política está ao serviço da paz. Não pensemos que a política esteja limitada só aos governantes: todos somos responsáveis pela vida da “cidade”, pelo bem comum; e a política é boa também na medida em que cada um faz a sua parte ao serviço da paz. A Santa Mãe de Deus nos ajude neste compromisso diário.

Gostaria que todos a saudássemos agora, dizendo três vezes: “Santa Mãe de Deus”. Juntos: “Santa Mãe de Deus”, “Santa Mãe de Deus”, “Santa Mãe de Deus”.

 

w2.vatican.va

[Franciscus PP.]

01 de janeiro