João Batista: O precursor do Messias | Mensagem do mês de Junho

João Batista: O precursor do Messias | Mensagem do mês de Junho

Caríssimos paroquianos,

João Batista: O precursor do Messias

O mês de junho é marcado pelos santos: Antônio, João Batista e Pedro e Paulo, embora São Paulo não seja tão lembrado como os outros santos.

Portanto, nossa paróquia está em festa por celebrar seu padroeiro, momento forte para evangelização.

São João Batista teve uma história de vida muito austera, ou seja, levou com seriedade sua vocação e missão de preparar um povo para receber o Messias.

Segundo os relatos bíblicos e históricos é o último dos profetas.

Esse jovem primo de Jesus, santificado desde o seio materno (Lc 1, 15-41), torna-se o único precursor do Messias. Como a mãe do Senhor, ele O precede e o prepara.

A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente. Celebramos o de João, e celebramos também o de Cristo.

Jesus nasce de uma jovem virgem e João nasce de uma anciã estéril, para mostrar os desígnios de Deus para com a humanidade.

O pai de João, Zacarias, não acreditou num primeiro momento, porque do ponto de vista humano, conhecia sua limitação, bem como a de sua esposa Isabel.

Esses acontecimentos nos mostram que no vocabulário de Deus não existe a palavra impossível, ou seja, tudo é possível àquele que acredita e confia nas promessas do Senhor.

João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: “A lei e os profetas até João Batista” (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo.

Representa o antigo porque nasceu de pais idosos e anuncia o novo porque é declarado profeta ainda nas entranhas da mãe (Isabel). Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno à chegada de Maria.

Antes de nascer já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes mesmo de ser visto por ele. Tudo isso é divino. Ultrapassam a limitação humana. Por fim, nasce, recebe o nome e solta-se a língua do pai. Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes fatos:  Zacarias emudece e só recupera a voz no dia do nascimento de João, o precursor do Senhor. O que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da profecia que, antes da pregação de Cristo, estaria, de certo modo velado, oculto, fechado? Mas com a vinda daquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se claro. O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo quando Cristo morreu na cruz. Se João anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: “Quem és tu?” (Jo 1,19). E ele respondeu: “Eu sou a voz do que clama no deserto” (Jo 1,23).

João é a voz; o Senhor, porém, no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra Eterna (cf. Liturgia das horas).

Enfim, após essa belíssima reflexão sobre nosso querido padroeiro, cabe-nos imitar suas virtudes heroicas a serviço do Reino de Deus, vivendo intensamente a fé que recebemos no batismo e confirmamos na Crisma.

Que a Paróquia São João Batista seja fiel a seu padroeiro e continue na humildade, anunciando e preparando os caminhos do Senhor, por meio de nós, padres, e dos leigos e leigas engajados na missão evangelizadora da Igreja.

Nossa eterna gratidão a todos (as) que fizeram história nesta paróquia e que já estão junto do Pai na eternidade e a tantos outros que estão ajudando em outras comunidades de fé. E a vocês que conosco hoje, continuam a escrever esta linda história da Paróquia São João.

Que Deus abençoe a todos vocês, com  a proteção de São João Batista.

 

Com carinho e minha benção sacerdotal.

Padre Ivonei Adriani Burtia