Focolares

Focolares

O Movimento dos Focolares surgiu em Trento, Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Num panorama de ódio e violência, sob os bombardeios que destruíam tudo, Chiara Lubich, sua fundadora, na época com pouco mais de 20 anos, experimentou o encontro com Deus Amor, o único que não passa. Essa experiência comunicada às suas primeiras companheiras e por elas compartilhada levou a uma mudança radical em suas vidas. Levavam aos refúgios antiaéreos somente o Evangelho e, lendo-o, descobriram “como” responder ao Amor. Surgiram então os pontos que norteiam a espiritualidade da unidade. Iluminou-se como nunca a última oração de Jesus ao Pai: “Que todos sejam um”.

A consagração de Chiara a Deus em 1943 marcou o início do Movimento dos Focolares, que tem por objetivo precisamente contribuir para realizar o testamento de Jesus, este projeto de unidade que Ele tem para a família humana, construindo pontes de diálogo e de fraternidade entre pessoas, grupos e povos. Assim, cada dia aumentava ao redor delas o número de pessoas de todas as idades e condições sociais que aderiam a essa ideia. Ódio e rancor iam se apagando. Muitas famílias se recompunham na paz. Tinham a certeza de que o Evangelho é a solução para todos os problemas individuais e sociais.

Chiara Lubich concluiu a sua viagem terrena no dia 14 de março de 2008. A luz e o amor sem limites foram as palavras mais repetidas nas inúmeras mensagens provenientes de todo o mundo, de pessoas das mais diferentes culturas, idades e crenças e no vasto eco da imprensa. A medida do amor de uma vida sem reservas foi destacada também na Basílica romana de São Paulo Extra Muros, na mensagem de Bento XVI lida pelo cardeal Tarcisio Bertone, que na sua homilia definiu a vida de Chiara como “um canto a Deus Amor”.

Dentre os reconhecimentos que Chiara Lubich recebeu por sua atividade no campo espiritual, social e cultural destacam-se: Prêmio UNESCO de Educação para a Paz (1996), Ordem do Cruzeiro do Sul do governo brasileiro, Honra ao Mérito, da Universidade de São Paulo (1998) e 12 títulos de doutor honoris causa em teologia, filosofia, economia, ciências humanas, comunicação, entre outras disciplinas (no Brasil, em Humanidades – Ciências da Religião, pela PUC-SP, e Economia, pela Unicap, PE).

Características do Carisma e Missão

A Espiritualidade da Unidade, elemento unificador que transforma as diversidades em riqueza criativa, contribui para desenvolver “sementes de verdade” e amor, intrínsecas no homem das diversas culturas, religiões e crenças. Com a difusão mundial do Movimento, mesmo se em escala de “laboratório”, caem bairrismos, nacionalismos, racismos. A obra de Chiara Lubich, embasada no ideal de unidade e fraternidade, no amor recíproco que constrói a unidade, revela-se como “paradigma de unidade”, “código” que transforma a sociedade, influencia e estimula reflexões no mundo da economia e do trabalho, da política, da justiça, da saúde, da cultura e da comunicação social, enfim, em todas as atividades.

O método do Movimento é ser, viver, antes de falar, de acordo com a realidade do mundo de hoje que aceita melhor o testemunho do que o ensinamento. Porém num segundo momento também se anuncia, pois o “falar” é parte constitutiva do “viver”, e neste reaprender a “falar”, comunica-se o Evangelho.

Ação: onde atua, junto a quem, finalidades

O Movimento congrega cerca de 2,5 milhões de pessoas em mais de 180 nações. No Brasil conta com mais de 200 mil membros e simpatizantes, em todos os Estados. No Rio Grande do Sul são aproximadamente 12.500, em 55 cidades.

Para contribuir à realização da unidade no mundo, o Movimento se dedica ao diálogo, em cinco direções:

  • Entre os fiéis católicos individualmente, bem como entre os diferentes grupos existentes na Igreja, para incrementar nela a comunhão em todos os níveis.
  • Com cristãos pertencentes a outras Igrejas e comunidades eclesiais, estabelecendo relações de comunhão fraterna e de testemunho comum.
  • Com pessoas de outras religiões, mediante a prática conjunta da “regra de ouro”, o diálogo e também as atividades de interesse comum, almejando alcançar a união mais profunda possível em Deus e difundir a fraternidade universal.
  • Com homens e mulheres de boa vontade, que mesmo não professando uma fé específica, creem nos valores humano-cristãos de justiça social, liberdade, solidariedade, paz, etc., contribuindo para a unidade da família humana.
  • Com a cultura e as realidades humanas, impregnando-as com a sabedoria cristã.

Assim, a Espiritualidade da Unidade é vivida não só por católicos, mas também por cristãos de várias Igrejas (ortodoxos, anglicanos, luteranos, evangélicos, reformados, etc.), e também por fiéis de outras religiões (hebreus, muçulmanos, budistas, hinduístas, etc.) e por pessoas de convicções não religiosas.

Os membros do Movimento se sentem chamados a serem testemunhas vivas da Palavra de Deus nos ambientes onde se encontram: na família, na escola, no trabalho, nas diversões, nas paróquias, inserindo-se nas pastorais e grupos.

Alicerces da Espiritualidade

Desde o início do Movimento, Chiara Lubich intuiu que no amor recíproco evangélico está “a lei para que homens e coisas se recomponham numa ordem nova”. Delineou-se, então, a Espiritualidade da Unidade, uma espiritualidade comunitária que forma homens novos, como diz São Paulo. Os membros do Movimento buscam a santidade seguindo o Evangelho, fundamento da espiritualidade da Unidade constituída por 12 pontos básicos:

  • Deus Amor, escolhido como ideal de vida.
  • A Vontade de Deus antes da própria como resposta de amor ao imenso amor de Deus.
  • Amor ao próximo para atuar a principal vontade de Deus.
  • Mandamento novo, o amor recíproco vivido entre todos.
  • Unidade como meta.
  • Jesus em Meio (cf. Mt 18,20), presença que se procura antes de qualquer ação, condição para se chegar a unidade.
  • Jesus Crucificado e Abandonado: a forma de amar a Deus com predileção, chave para realizar a unidade.
  • A Palavra, pela sua vivência no dia a dia se procura a semelhança com Jesus no seu pensamento, no seu querer e amar.
  • Jesus Eucaristia que alimenta e transforma em Cristo sendo recebido o mais frequentemente possível.
  • Maria, em cujas etapas fundamentais de sua vida encontram-se as etapas ideais do caminho que se pode empreender para chegar a Deus.
  • Igreja: procurando ser, pelo amor recíproco, a realidade do Corpo Místico, e assim ser Igreja viva, mantendo também a mais profunda, filial e fervorosa unidade com o papa e com os bispos, sucessores dos apóstolos.
  • Espírito Santo, que se procura escutar e seguir a cada momento, e pelo qual se tem particular devoção.

O Movimento dos Focolares, chamado Obra de Maria coloca-se sob a especial proteção de Maria Santíssima, seu modelo, amada como Mãe da Igreja e de cada homem. É invocada como Mãe da Unidade.

Objetivos específicos da Ação e Metodologias

O mundo tem fome de espiritualidade, de amor, de comunhão, de autenticidade, de Evangelho encarnado em todos os âmbitos do agir humano.

Pela vivência da Palavra ocorre uma re-evangelização pessoal e coletiva. E em pequenos grupos, formados por opção de idade, estado de vida, vocação dentro do próprio Movimento se aprofunda a Espiritualidade da Unidade e também são comunicadas as experiências, ou seja, como foi possível encarnar o Evangelho nas situações do dia-a-dia.

 

Para conhecer mais sobre o Movimento Focolares, acesse seu site: www.focolares.org.br 

 

Informações e Contatos

Secretaria Paroquial | 3945-8445 | Horário de atendimento: Terça-feira a Sexta-feira das 9h às 12h e das 14h às 18h e Sábado das 8h às 12h

Ana Claudia Felix | 99128-9014