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Dom Moacir: O segredo da cruz de Jesus é o amor

Imagem retirada de http://arquidioceserp.org.br/noticias?id=11485

Na Sexta-feira Santa, 19 de abril, às 15 horas, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP), o arcebispo dom Moacir Silva, presidiu a Celebração da Paixão e Morte de Jesus Cristo, com as presenças dos padres Francisco Jaber Zanardo Moussa, Igor Fernando Aparecido Madalosso de Lima, Antônio Élcio de Souza (Pitico), o diácono João Paulo Tarlá Júnior, e grande número de fiéis.

A Sexta-feira da Paixão do Senhor celebra a Morte salvadora do Senhor: sua entrega de amor ao Pai e ao mundo, na plena solidariedade com o ser humano. Celebra o mistério não pela Eucaristia, mas pela Celebração da Palavra que é completada pelas preces universais, a Adoração da Cruz e a Santa Comunhão eucarística.

Na reflexão da Palavra de Deus, o arcebispo dom Moacir, explicitou que a morte de Jesus nos possibilita encontrar um novo olhar sobre o sentido da morte. “Queridos irmãos e queridas irmãs, estamos reunidos, celebrando a Paixão e Morte de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual a morte foi destruída. Todas as mortes são para nós um absurdo, porque a morte é o nada que entra na nossa história, e seria nada mesmo, se não houvesse essa morte de Jesus que deu sentido a todas as outras mortes. Só por isso valeu a morte de Jesus. Diante dos sofrimentos e da morte somos convidados a olhar para este Homem que assumiu a morte para estar conosco, para estar ao nosso lado; é nessas horas que vamos encontrá-Lo. A Sexta-feira Santa é convite a entrar e mergulhar no mistério desse Homem que, ao mesmo tempo, assumiu nossa humanidade ao extremo e nos mostrou a face misericordiosa de Deus Pai”, explicou o arcebispo.

Dom Moacir situou o sentido da paixão e morte de Jesus Cristo na perspectiva da salvação do homem. “Diante do mistério da Paixão e Morte de Jesus na Cruz, uma pergunta é obvia: Porque tinha que ser assim? Não havia outro jeito para Deus salvar o mundo? A resposta mais profunda e válida somente Deus pode dá-la, pois aqui pisamos o terreno insondável da vontade divina e do seu projeto eterno de redenção realizado em Cristo. Nem Deus Pai nem mesmo Jesus quiseram o sofrimento, a paixão dolorosa e a morte violenta por si mesmas, pois são realidades negativas sem valor próprio. O valor da dor, da paixão e da morte de Cristo tem sua raiz no significado que recebem de uma finalidade superior: a salvação do homem, a quem Deus ama. Temos uma verdade central de nossa fé: ‘De fato, Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna’ (Jo 3, 16)”, expressou o arcebispo.

E, ao concluir a reflexão, o arcebispo salientou aos fiéis o desafio de viver o amor como doação incondicional a Deus e aos irmãos. “Jesus podia ter salvado a humanidade com triunfo, poder e glória; isto é, a partir de fora, como um super-homem. Mas ele preferiu salvar a humanidade a partir de dentro de nossa condição humana; ele preferiu ser um de nós, testemunhando humildade, serviço, obediência e renúncia. O Senhor nos convida a segui-lo na renúncia que nos liberta, abraçando com amor a cruz de cada dia, sempre presente de uma ou de outra forma, e da qual inutilmente tentaremos escapar. Saber sofrer por amor é grande sabedoria. O que quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, vai salvá-la, disse Cristo. O segredo da cruz de Jesus é o amor, e a única maneira de entendê-la e convertê-la em fonte de vida é amar generosamente a Deus e aos irmãos. Que o Senhor nos ajude neste caminho de amor, hoje e sempre. Amém!”, concluiu Dom Moacir.

Procissão do Enterro - Ainda na Sexta-feira da Paixão do Senhor, ao menos 1,2 mil fiéis, participaram da Procissão do Enterro, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, às 19h30, que simboliza na fé cristã o cortejo em que os discípulos de Jesus Cristo levaram seu corpo ao sepulcro. A procissão, com os andores de Nosso Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores, percorreu as ruas do centro, e depois os fiéis retornaram à Catedral para momentos de adoração e orações.

fonte: Arquidiocese de Ribeirão Preto