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Batatais sedia Semana Missionária Cleliana 

Imagem retirada de http://arquidioceserp.org.br/noticias?id=11631

De 13 a 20 de julho a cidade de Batatais sedia a Semana Missionária Cleliana, promovida pelo Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, fundado pela Bem-Aventurada Clélia Merloni. Clélia Merloni foi reconhecida pela Igreja como Bem-Aventurada, em 03 de novembro de 2018, em Roma, pelo milagre alcançado ao médico Dr. Pedro Ângelo de Oliveira Filho, ocorrido na Santa Casa de Ribeirão Preto.

Para celebrar sua beatificação, divulgar o seu carisma e agradecer o milagre, um grupo de Apóstolas do Instituto estará presente em Batatais na semana de 13 a 20 de julho com diversas atividades de evangelização nas Paróquias da cidade de Batatais, com visita aos doentes, idosos, portadores de necessidades especiais e entidades carentes.

A programação antecede as celebrações do padroeiro da cidade de Batatais, a serem celebradas no Santuário Senhor Bom Jesus da Cana Verde, organizador da Semana Missionária Cleliana, e se estende até o sábado, 20 de julho, com a missa de encerramento, às 8h, no santuário.

Programação 2019 Semana Cleliana (Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus)

13/07 = Sábado
19h00 = Santuário Bom Jesus = missa de acolhida e início da semana cleliana

14/07 = Domingo
15h00 =Visita no Lar São Vicente
17h00 = Missa no Lar São Vicente

15/07 = Segunda-feira
07h15m = Programa na Rádio Difusora
11h00 = Programa na Tv Educadora
18h15m = Oração do Terço no Santuário
19h00 = Missa no Santuário

16/07 = Terça-feira
14h00 = Grupo Santa Mônica = Santuário
14h30m = Visita a Creche Menino Jesus de Praga
18h15m = Oração do Terço no Santuário
19h00 = Missa no Santuário
20h00 = Visita ao terço dos homens no Santo Antonio

17/07 = Quarta-feira
09h00 = Visita a APAE
14h00 = Visita a APAE
18h15m = Oração do Terço no Santuário
19h00 = Missa no Santuário
20h00 = Encontro coma Catequese no Santuário

18/07 = Quinta-feira
14h00 = Hora Santa, no Santuário
15h00 = Visita no Hospital
18h00 = Missa no Hospital
20h00 = Visita ao Grupo de Oração, na Vila Lidia

19/07 = Sexta-feira
18h15m = Oração do Terço, no Santuário
19h00 = Missa no Santuário
20h00 = Palestra sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, no Santuário

20/07 = Sábado
08h00 = Missa de encerramento
09h00 = Café Comunitário

BEM-AVENTURADA CLÉLIA MERLONI
Clélia Cleópatra Merloni nasceu em Forli, na Itália, em 10 de março de 1861. À medida que ia crescendo sentia-se sempre mais atraída para a oração e à intimidade com Deus do que para a vida social da elite ou para administrar os negócios da família conforme seu pai teria desejado. Clélia compreendeu desde cedo que seguir os passos de seu pai na condução do patrimônio familiar não era o que seu coração desejava. Mulher inteligente, dotada de muitas qualidades, respondeu com generosidade ao chamado de Deus, escolhendo consagrar-se totalmente a Deus na vida consagrada.

Em 30 de maio de 1894, fundou o Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, colocando a serviço dos mais necessitados e marginalizados todo o seu potencial carismático, suas energias, seu zelo apostólico e a considerável herança deixada por seu pai.

Em 1900 e 1902, enviou as primeiras Apóstolas Missionárias para as Américas (Brasil e Estados Unidos, respectivamente) e a Congregação começou a se desenvolver também no exterior.

Fundar o Instituto era responder ao projeto de Deus e conduzi-lo segundo o Coração de Deus. Isto significou para Madre Clélia tempos de purificação, já que teve que enfrentar provas difíceis, profundas humilhações, dores físicas, morais e espirituais. Tudo acolheu e aceitou com amor e por amor àquele Coração a quem ela doou toda a sua existência. Sua vida consumou-se na plena doação, nos sacrifícios diários, alimentados pela humildade e capacidade de perdão, sobretudo para com aqueles que voluntária ou involuntariamente colocaram grandes obstáculos no seu caminho.

Madre Clélia morreu em Roma em 21 de novembro de 1930. Seu corpo depois de ser exumado em 1945 e encontrado incorrupto, agora repousa na Capela da Casa Geral das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, em Roma.

SOBRE O MILAGRE
O milagre que passou por minuciosa análise é brasileiro, de Ribeirão Preto e teve início em 14 de março de 1951.

A história do milagre começa quando o médico brasileiro Dr. Pedro Ângelo de Oliveira Filho foi, repentinamente, atingido por uma progressiva paralisia dos quatro membros e foi hospitalizado, com urgência, no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto. O diagnóstico foi de paralisia ascendente progressiva, chamada síndrome de Landry ou GuillainBarré. Em dias, a paralisia piorou para insuficiência respiratória aguda e atingindo a glote, causando grande dificuldade em engolir. O prognóstico era ruim, dada a gravidade da doença e os remédios da época insuficientes para a cura. Tanto que os médicos suspenderam os tratamentos e, em 20 de março, informaram a família que seria a última noite do paciente.

Dada a situação, Angelina Oliva, esposa, se encontrou com a Irmã Adelina Alves Barbosa para pedir orações. A religiosa deu-lhe uma novena de Madre Clélia, com uma foto contendo um pedaço do tecido do véu que ela usava. Irmã Adelina, juntamente com Angelina, seus filhos e outros parentes começaram a rezar. Irmã Adelina aproximou-se do paciente e deu-lhe água, onde colocou a pequena relíquia. O paciente estava muito doente, mas conseguiu engolir um pouco daquela água. Depois de alguns minutos perceberam que ele conseguia engolir e não perdia mais a saliva. Irmã Adelina tentou dar-lhe uma colher de água e ele bebeu, depois colocou dois dedos de água num copo e fez com que ele bebesse. Por último, colocou leite no copo e ele bebeu sem problemas. Todos ficaram maravilhados com a rápida melhora, tanto que a religiosa foi à cozinha para preparar um creme e Pedro Ângelo engoliu com facilidade.

O médico chegou de manhã e, ao ver o paciente curado, exclamou que era um milagre. A melhora foi progressiva e, dentro de 20 dias, Pedro Ângelo caminhava normalmente. No dia 6 de maio, recebeu alta do hospital porque a cura foi completa, permanente e sem sinais dos sintomas.

Pedro Ângelo morreu em 25 de setembro de 1976 devido a uma parada cardíaca, portanto, por uma causa completamente diferente de sua doença anterior e após vinte e cinco anos da sua recuperação milagrosa.

fonte: Arquidiocese de Ribeirão Preto, com informações da Assessoria de Comunicação IASCJ